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Penha e o Beto Carrero: o que o novo ciclo de investimentos significa para quem compra imóvel

O parque, o turismo e o mercado olhados juntos.

O Beto Carrero World, em Penha, anunciou em janeiro de 2026 um plano de expansão de cerca de R$ 2 bilhões, com três novas áreas temáticas e um complexo de três hotéis anexo ao parque, cada um com cerca de 200 apartamentos. A meta, segundo o CEO Alex Murad, é sair de 2,7 milhões de visitantes por ano para 5 milhões em até cinco anos, de acordo com a Gazeta do Povo. Para quem compra ou já tem imóvel em Penha, o anúncio muda a conversa sobre a cidade.

O que foi anunciado

A área do Bob Esponja, feita em parceria com a Paramount, tem inauguração prevista para 2028 e terá duas atrações de grande porte, entre elas uma montanha-russa que o parque descreve como a mais cara e tecnológica já adquirida no Hemisfério Sul. A área da Galinha Pintadinha foi anunciada para 2026, e uma terceira, dedicada a um personagem internacional, ainda será divulgada. Cerca de metade do investimento será aplicada em atrações dentro do parque, segundo o portal Massa.

Na hotelaria, o plano inicial prevê três hotéis, com a possibilidade de outras redes se juntarem ao projeto, para criar um polo de hospedagem e lazer na cidade. A expectativa, de acordo com a Gazeta Culturismo, é iniciar as obras em cerca de um ano, com entrega total em até três anos depois do início. O parque tem hoje cerca de 2 mil funcionários, e o número pode chegar a 4 mil em 2030, incluindo o complexo hoteleiro.

Segundo a Report News, o parque encerrou 2025 com receita de R$ 660 milhões, alta de 14% sobre 2024.

O que isso pode significar para o mercado

O plano aposta em quem fica mais tempo. Hotéis dentro do complexo tendem a aumentar a permanência de quem visita a região e a movimentar restaurantes, comércio e serviços de Penha. Para o mercado imobiliário, isso reforça a demanda por moradia de quem trabalha no parque e na cadeia turística, e por imóveis de temporada perto dele.

O que não está garantido

  • Prazos longos. A área do Bob Esponja é de 2028 e os hotéis ainda nem começaram. Comprar hoje pelo que só existirá daqui a três ou quatro anos é uma aposta de médio prazo.
  • Concorrência. Cerca de 600 apartamentos de hotel dentro do complexo também disputam o hóspede que hoje se hospeda em imóveis de temporada.
  • Plano é plano. São investimentos anunciados por uma empresa, sujeitos a cronograma, licenciamento e conjuntura econômica.

Na minha leitura

Penha tem um motor turístico que poucas cidades do litoral têm, e o novo ciclo mostra que ele ainda está em expansão. Eu separaria dois compradores. Para quem quer morar, o parque traz emprego e serviços. Para quem quer investir em temporada, a conta precisa fechar sem depender da entrega dos hotéis. O lugar vem antes do projeto, e em Penha o lugar tem hoje um parque de 2,7 milhões de visitantes por ano.

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Fontes consultadas

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